sexta-feira, 11 de julho de 2008

Pinacoteca

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Já faz um tempo que fui com a Chise para a Pinacoteca de São Paulo. Cheguei lá sem qualquer preparação porque não esperava grande coisa, mas me enganei: o lugar é muito interessante e repleto de informações para quem gosta de arte. Não é como uma visita ao MASP: na Pinacoteca a gente se sente mais à vontade. É divertido e recomendo para todos.


Nossa visita foi marcada e tivemos praticamente um resumo sobre a evolução da arte no Brasil e no mundo. Gostaria de ter filmado ou até gravado as palavras da monitora que era sábia e nos falava com paixão. Felizmente as partes mais interessantes registrei na memória.


A gente se sentou com mais um grupo no banco que aparece na foto e escutamos interpretações de algumas obras da sala. Aprendi, por exemplo, que no impressionismo o importante eram as luzes, a iluminação das cenas. Foi um banho de conhecimento!


Olhe para esta foto e tente entender a estória que ela conta.
Na esquerda a moça chega em uma festa. Um "bonitão" a recepciona tirando seu chapéu. Ela é rica pois tem carruagem e servos. Não dá pra ver, mas tem umas figuras no fundo dando um ar de festa "inferninho".
No meio, a mesma moça, de roupas elegantes e carruagem chega com um bebê na casa humilde dessa senhora suspeita. A expressão sugere que a moça não está feliz. E a criança? É resultado da festinha.
Na direita temos a senhora ao lado de um forno. E mesclada na fumaça, vultos de anjinhos. O nome do quadro, se não me engano é: "A fazedora de anjos". Terrível, não?


Sempre me perguntei como o povo da época, tão reprimido com a coisa do corpo, pôde tolerar a pintura do nu. As paredes de exposições estavam cheias de exemplos detalhados de corpos femininos. A resposta é que elas eram retratos de deusas, ou de mulheres exóticas. Isso quer dizer que se não era mulher de verdade ou se não era daqui, tudo bem. As nossas mulheres não são assim! Se o quadro se chama "Mulheres da Ásia", aí não tem problema. Era mais ou menos assim...



Duas pinturas que gostamos: a do "mestre dos metais" e a outra eu nem sei, mas é quase uma foto. Eu falei que não fui preparado para o lugar: sequer anotei o nome dos artistas!



Duas esculturas que gostamos. Eu achei graça dessa "mulher atolada" e a Chise ficou com a do garoto.

Foi muita coisa pra colocar num post. Recomendo passarem lá pessoalmente, devidamente munidos de material para registrar e se divertirem.
Finalizo com os exemplos de "eu faço melhor que isso"


5 comentários:

  1. Êêêê, legal este post sobre a Pinacoteca!

    Gostei do sua dica, dizendo que é um lugar mais família, mais gente como a gente.

    Quando Kazuo-kun estiver um pouco maiorzinho, a gente vai passar por lá pra conhecer.

    Beijos pra vc e pra Chise (que estão nos devendo mais uma visita!)

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  2. Deu pra ficar impressionada.. :-O
    Creio que vou adorar se um dia tiver oportunidade de visitar a Pinacoteca. A gente sempre se impressiona mais quando é visita guiada.
    Bom fds! byes

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  3. O pintor da "quase foto" é o Almeida Júnior, um dos graaandes nomes da arte brasileira. O dia do artista plástico (ou algo assim) no Brasil é comemorado no aniversário dele. ^-^
    O "mestre dos metais" é o Pedro Alexandrino, discípulo do Almeida Júnior. Dizem que o Almeida Júnior, diante de uma Natureza morta do Alexandrino, disse que estava muito boa, e se fosse o autor, só faria aquilo. O Alexandrino obedeceu. XD

    Chise

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  4. By Ocho

    Essas esculturas de metais sao obras de arte.

    O detalhe das pinturas das mulheres nuas na epoca era envolto um pouco do sensualismo da mulher, sem fazer o ponto de vista vulgar.

    Achei interessante o quadro das 3 partes. A mulher na festa, o resultado dessa festa e a sua consequencia...

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  5. Eu adoro a Pinacoteca. Vou lá com freqüência. :)

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