
Esta é uma reafirmação que eu planejava há algum tempo e faz parte da preparação psicológica para me dar mais liberdade para escrever. Não é um fardo pensar em temas que agradam vocês, mas isso está travando um pouco minha criatividade. Provavelmente não vai mudar muita coisa dessa salada de assuntos e vão continuar sem saber do que trata, exatamente, este blog, mas vai me livrar de alguns conflitos internos que só neuróticos entendem.
Até onde sei, otaku tem duas definições: A japonesa, de conotação pejorativa, que inclui todos os fanáticos por alguma coisa. Os nerds entram aqui, junto com obsessivos por jogos, esportes, quadrinhos, carros, etc. A outra é a internacional que foca em entusiastas da cultura japonesa, mais especificamente por animações e quadrinhos. Vocês, que me conhecem, sabem que adoro meter o nariz em tudo, então acabo me enquadrando nos dois casos. Enfim, essa é a minha tribo.
Comigo foi como começa para a maioria dos adeptos: a gente acaba assistindo ou lendo algo que desperta o interesse. Na minha meninice a coisa era escassa, mas já estava engatilhada. Hoje a internet está repleta de material otaku e a coisa virou modinha, banalizou. Mas vamos falar sobre isso outra hora. Agora fico com a lembrança de infância, das páginas amareladas de mangás, em japonês, que eu tinha em casa e a forma como essas coisas foram abrindo minha mente. É uma cultura-criatura que vai se desenvolvendo, absorvendo estilos, evoluindo tecnologicamente sem dar tempo para enjoar. É puxa-saquismo sim, mas por uma coisa que acredito ter desenvolvido meu conhecimento da arte, da criatividade, do relacionamento humano. No geral é muita bizarrice junta que assusta os iniciantes, mas que traz, nas entranhas, coisas de valor. Se ainda não entendeu, exemplos não vão faltar aqui. =D~
Metade dos meus visitantes é otaku. Como vocês foram cair nessa vida, hein?
Ai, minha otakice remonta à mais longínqua infância! Me lembro de ver A Princesa e o Cavaleiro!!! Nooossaaaa!
ResponderExcluirMas eu não sei exatamente o quê me atraiu. Acho que a densidade dos personagens e os roteiros inusitados. E também, os animes não ficam se prendendo em falsos moralismos. Também gosto.
E os traços são sempre demais.
Gostei muito do post!
Para mim, Otakice significa gostar de cultura japonesa pop em geral (inclui mangá, anime, games...), pois surgiu com os jovens japoneses e que se espalhou mundo afora.
ResponderExcluirÉ bem relativo as defnições de varios termos, como tinha postado sobre GEEKS e NERDS. Mas cada um tem suas definições.
Mas para mim, nem todo OTAKU é NERD e o recíproco também vale.
Concordo, Ocho! Mas eu sou otaku e nerd! :)
ResponderExcluirSim, tem isso de que o fascínio não se restringe aos animes! Eu desde pequena sempre tive fascinação pelas coisas japonesas. E essa fascinação foi me levando por escolhas que me trouxeram até onde eu estou hoje, onde provavelmente terei filhos japas! hahahahahahaha
Conheço a Flô lá de antigamente e nem suspeitava do lado otaku dela. Pensei que tivesse sido influência do Shigueru. :)~
ResponderExcluirE você, Ocho? Também tem seu lado NERD?
Acho que sou mais GEEK que NERD, mas OTAKU sou sim, com orgulho, hehehe.
ResponderExcluirHehehehehehe, pois é, o meu Shiguerinhu não é nem um pouco Otaku! Ele conheceu o Totoro através de mim!! Imagina?
ResponderExcluirA minha otakice vem de infância mesmo!
bjs!
Eu sempre gostei de japoneses e da cultura japonesa, desde criancinha. Lembro que eu morava no interiorzão do Paraná e minhas amiguinhas preferidas eram mestiças, filhas do juiz da cidadezinha, que era japonês. Mas nunca na minha vida tinha pensado em namorar japonês, quanto mais em casar com um... e hoje, vejam!, tenho dois filhotinhos mestiços!!! Que coisa doida essa, hein??
ResponderExcluirAdorei o post, Kodi. Elegantemente escrito!!!! E o que gosto no seu blog é exatamente isso: a diversidade de assuntos!
Pois é, Andréa! Caminhos estranhos esses do destino, né? :)
ResponderExcluirAgradeço por esses comentários, gente. E também ao destino ^-^
ResponderExcluirBom, pra começar gostaria de dizer que não acho que alguém deixa de ser otaku só por estar "fora de ação", como no meu caso. Uma vez otaku, sempre otaku.
ResponderExcluirBom, eu nasci e cresci numa colônia japonesa com fortes tradições, então já tinha uma "semente" em mim... Quando era menina assinava os mangás da Nakayoshi, que tinha Sailor Moon e Rayearth na época... Aí chegou Cavaleiros do Zodíaco que firmou de vez esse universo... De lá pra cá foram revistas, fitas de fansubbers, mangás, eventos e com a vinda da banda larga não havia mais fronteiras... Acompanhávamos séries quase que em conjuntamente com os japoneses...
Posso dizer que pelo menos metade dos amigos que tenho hoje foi devido a esse universo. Alguns eu mal tenho contato mas tamos aí até hoje... Unidos pelo otakismo! \o/
Escreva sobre o que você gosta! Espontaneidade e sinceridade agradam sempre, independentemente do que expressam.
ResponderExcluirOtaku siiiiim! Tudo começou com Cavaleiros do Zodíaco, ou mesmo antes, com Jaspion e Changeman. Depois veio Sailor Moon e Yuyu, e quando eu ví, otaku total! Adoro essa cultura, mesmo sem ter nenhuma decendência, e vivendo em uma ilha, sem amigos otakus... Floreceu em mim... e fui procurar amigos otakus no mundo da corrêspondência. ^^ Ainda bem que com a Internet pude encontrar mais pessoas assim. \o/ E até expor meu blog ^^ MMM, pensando bem, essa minha vida 'otakal' tá melhor descrita lá, no blogs, nos 1os posts. ^^
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